sábado, 16 de abril de 2011

Pã, O Guardião da Floresta

Há um mistério no bosque de afável desvelo,

Há uma canção oriunda da floresta.
Sob a luz do luar eu já posso vê-lo;
Dançando e cantando em meio à grande festa

Ninfas e Elfos celebram o Deus Pã,
Cantam e dançam nas entranhas da floresta pagã.
Quando emerge a aurora, Pã vêm surgindo
Por altas montanhas, livre e sorrindo.

Deus dos bosques e da farta colheita,
Pã, Lupércio ou Lupercus;
Guardião e eterno amante da Mãe Natureza,
Cuja canção da flauta ecoa com maestria e leveza.

Ouço o teu chamado no mais tocante do meu espírito.
És minha composição maviosa, o meu perfeito idílio!
Purificação Pagã ao meu coração campestre;
Um filho da Natureza hoje, em mim, floresce.

Ornado com folhas do majestoso Carvalho,
Pã toca sua flauta enquanto vagueia sobre o perolado orvalho .
Os filhos da floresta eternamente o festejam;
Seguir-te-ei, ó sábio Pã, aonde quer que vós estajas!