domingo, 1 de maio de 2011

Minha Arte, a Poesia

Cubro-me com o sacro manto azul,

Bordado com estrelas cor da prata.

O céu enche-se se luz

E meu ser eternamente canta!



Sou um poeta pueril,

Entoando versos sob este céu azul anil.

Minha paixão por ti será eterna,

Ó amada arte das palavras que tudo expressa.



Simples e ternos desejos

É somente o que almejo;

Selando, assim, com terno e apaixonado beijo.



Nas mágicas noites de luar,

Ah... solitário, meu coração não mais se sentirá,

Pois minha amada arte, a poesia, comigo eternamente caminhará.

No Jardim...

Envolto nas flores que tanto amo,

Ouço o som de um doce canto;

Vindo de uma voz distante,

Talvez das estrelas cintilantes.



Enquanto a corça clama por águas,

Deito-me sobre a grama molhada

E contemplo a lua meiga e sorridente,

Então, meu coração envolve-se num calor abrasador e ardente.



Há uma lenda sobre O amor que se esconde além do céu e do mar.

Se existe, como o posso encontrar?

Oh, vento sulista, se souberes, poderia me contar?



Assim, resta-me apenas sentar e escutar

O som da harpa celta a tocar;

Levando-me a lugares fantásticos que nunca pude imaginar.

sábado, 16 de abril de 2011

Pã, O Guardião da Floresta

Há um mistério no bosque de afável desvelo,

Há uma canção oriunda da floresta.
Sob a luz do luar eu já posso vê-lo;
Dançando e cantando em meio à grande festa

Ninfas e Elfos celebram o Deus Pã,
Cantam e dançam nas entranhas da floresta pagã.
Quando emerge a aurora, Pã vêm surgindo
Por altas montanhas, livre e sorrindo.

Deus dos bosques e da farta colheita,
Pã, Lupércio ou Lupercus;
Guardião e eterno amante da Mãe Natureza,
Cuja canção da flauta ecoa com maestria e leveza.

Ouço o teu chamado no mais tocante do meu espírito.
És minha composição maviosa, o meu perfeito idílio!
Purificação Pagã ao meu coração campestre;
Um filho da Natureza hoje, em mim, floresce.

Ornado com folhas do majestoso Carvalho,
Pã toca sua flauta enquanto vagueia sobre o perolado orvalho .
Os filhos da floresta eternamente o festejam;
Seguir-te-ei, ó sábio Pã, aonde quer que vós estajas!