Partiram-se minhas asas
E eu desejei cair.
Cair da mais alta estrela e colidir com o espelho
d'água.
Apenas cair, eu desejei apenas cair.
A meia noite eu tive um
sonho.
Eu era um anjo sem asas
e meu espírito singelo caía profundamente;
Chocando-se levemente com as altas árvores do jardim
de Gaya.
Fechei meus olhos opacos e caí nos braços do deleite; para sempre e
eternamente.
Apenas um anjo de asas partidas
Caindo rumo ao desconhecido sonho.
- Ó ventos do infinito, deixem meu espírito cantar!
Um sortilégio para a bruxa sob a luz pálida do luar;
Murmúrios inaudíveis e fantasmas, na floresta, a
dançar.
E eu, estrela cadente, um anjo sem asas, caí e ofusquei
o luar.
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